Feminismo e femismo


O feminismo é um movimento político, filosófico e social que busca a igualdade de direitos entre homens e mulheres. É muito confundido com o femismo, que é uma ideologia que prega a superioridade da mulher em relação aos homens e seria equivalente ao machismo, mas inverso.

O que é feminismo?

O movimento feminista surgiu na Europa do século XIX, tendo sido consequência da Revolução Francesa, que pregava “Igualdade, Liberdade e Fraternidade”. Neste sentido, as mulheres tinham o desejo de ser inseridas no contexto social em que se encontravam, participando das mudanças que estariam por vir.

No entanto, foi apenas no século XX que o ocidente passou a reconhecer mais o feminismo. Isto porque o monopólio dos homens em posições de poder passou a ser questionado, uma vez que as mulheres também desejavam e seriam capacitadas para ocupar tais posições.

Apesar de muito utilizado erroneamente no sentido de que as mulheres pregam a superioridade do sexo feminino, o termo feminismo designa a luta pela igualdade entre ambos os gêneros. Isto incluiria liberdades e direitos que, muitas vezes, ainda são negados às mulheres.

13 mulheres são assassinadas por dia no Brasil
Foto: Fernando Frazão / ABr

A crença em uma superioridade do gênero feminino sobre os homens é chamada de femismo. Porém, vale citar que nos últimos tempos tem surgido o “feminismo radical”, que defende que o machismo só será eliminado da sociedade após uma revolução geral em que os regimes patriarcais seriam abolidos.

Atualmente, não são apenas as mulheres que se consideram feministas. Muitos homens também têm aderido ao movimento por acreditarem que o machismo prejudica a sociedade. Também há mulheres que não apoiam o feminismo.

O que é o femismo?

Considerado o equivalente feminino do machismo, o femismo prega a superioridade das mulheres sobre os homens.

Com a mesma linha machista, o femismo é uma ideologia preconceituosa contra o gênero masculino, sendo marcado por pessoas que costumam desvalorizar e fazer comentários agressivos sobre e para os homens.

O femismo é confundido muitas vezes com o feminismo, que é uma palavra para designar algo completamente diferente. A luta pela igualdade de direitos e deveres entre os gêneros não é uma prioridade para pessoas femistas, que acreditam na superioridade da mulher na sociedade.

Conquistas do feminismo

O feminismo é responsável pelas conquistas de diversos direitos das mulheres, como o de estudar. Este direito só foi garantido às mulheres brasileiras em 1827, mas apenas o ensino básico.

O ingresso em cursos superiores só foi permitido em 1879, mas as que chegavam à faculdade eram criticadas e vítimas de assédio, o que ainda acontece hoje em dia.

Outra das principais realizações foi o direito ao voto, que no Brasil só foi dado às mulheres em 1932. No entanto, naquela época, só podiam votar mulheres casadas e com autorização do marido. Restrições que foram eliminadas do Código Eleitoral brasileiro em 1934.

Feminismo, direitos da mulher

No entanto, o voto só passou a ser obrigatório para as mulheres em 1946.

O feminismo também conseguiu que as mulheres tivessem o direito de "pertencer a si mesmas". Isto porque, no Brasil, até 1962 as mulheres precisavam de autorização do marido para trabalhar e/ou receber herança.

Além disso, a lei instituiu em 27 de agosto de 1962 que, em caso de separação, a mulher tem o direito de requerer a guarda dos filhos.

A Lei Maria da Penha (2006) protege a mulher contra violência doméstica e a Lei do Feminicídio (2015) classifica homicídios de mulheres como hediondos. E são conquistas feministas.

Por muito tempo, o machismo dominante reprimiu os direitos da mulher, inclusive à vida, um direito fundamental garantido pela Constituição.

Apesar de a pílula anticoncepcional ter revolucionado o feminismo nos anos 1960, quando a mulher passou a ter mais poder sobre a sua liberdade sexual, os direitos reprodutivos ainda são temas de debate.

O aborto voluntário, por exemplo, ainda é considerado um tabu. No Brasil, o aborto só é permitido em casos de risco para a mãe ou de fetos com anencefalia. Também pode ser interrompida a gravidez se for resultado de um estupro.

Veja também a diferença entre: