Astronomia e Astrologia


A astronomia é uma ciência natural que procura compreender fenômenos originados fora da atmosfera da Terra.

Neste sentido, estuda corpos celestes (planetas, cometas, asteroides, estrelas, nebulosas, galáxias, etc.). Envolve vários ramos científicos, como física, química e biologia para explicar fenômenos espaciais.

A astrologia estuda a relação dos astros e suas possíveis influências sobre os seres humanos e a vida na Terra.

Apesar de vir do grego para “estudo dos astros” (astro + logus), a astrologia é uma pseudociência. Isto quer dizer que se diz baseada em fatos científicos, mas não pode ser comprovada através da aplicação de métodos científicos.

O que é astronomia?

A astronomia é uma das ciências mais antigas do mundo e busca explicar fenômenos e objetos no Universo. A compreensão do céu sempre fascinou os seres humanos, que já observavam o firmamento nos primórdios da humanidade.

Uma das provas de que sempre estivemos interessados nos astros são os diversos monumentos arqueológicos destinados a observações astronômicas, como Stonehenge, na Inglaterra.

As observações no princípio da nossa civilização eram metódicas e conferiam movimentos no céu que se repetiam, prevendo onde um corpo celeste estaria em determinada época do ano e a trajetória dele no céu.

O Sistema Solar
O Sistema Solar

Até então, a astronomia e a astrologia não eram tão distintas. Porém, a invenção do telescópio deu início à astronomia como a conhecemos hoje.

Por ser uma ciência natural que busca entender o Universo, a astronomia engloba diversos aspectos científicos, como o estudo da física, química e o movimento de corpos celestes. Tudo isto para auxiliar na compreensão de como o espaço se formou e se desenvolveu no que se observa atualmente.

Ramos da astronomia

Por precisar compreender os mais diversos fenômenos, a astronomia é dividida em astronomia observacional e teórica. O mesmo astrônomo pode fazer observações espaciais e criar teorias para explicar as ocorrências assistidas.

Astronomia observacional

A astronomia observacional consiste, como o nome diz, em observações feitas por astrônomos profissionais ou amadores de fenômenos exteriores à atmosfera terrestre. Estas observações são feitas de forma minuciosa, analisando informações que chegam à Terra através de ondas eletromagnéticas ou luz.

Os resultados das observações são utilizados por astrônomos teóricos, que estudarão em detalhes e farão análises profundas dos dados, criando teorias para explicar os fenômenos.

O telescópio espacial Hubble
O Telescópio Espacial Hubble

TIPOS DE OBSERVAÇÃO ASTRONÔMICA

As observações astronômicas são divididas em tipos, pois os profissionais estudam comprimentos de ondas eletromagnéticas em espectros diversos. São as seguintes:

  • Astronomia ótica: a mais antiga das abordagens astronômicas, estuda a luz visível dos corpos celestes que chegam à Terra.
  • Radioastronomia: estuda os comprimentos de onda eletromagnética superiores a 1 milímetro e não baseadas em fótons (partícula presente na luz visível).
  • Astronomia infravermelha: método que analisa a luz infravermelha (comprimentos de onda acima do vermelho e não visíveis ao olho humano). Foi desenvolvido para estudar corpos celestes frios e que não produzem luz própria, como planetas e discos de matéria espacial.
  • Astronomia ultravioleta: mais utilizada para estudar fenômenos que emitem luz ultravioleta, como estrelas azuis. Neste sentido, analisa características da radiação térmica emitida por corpos celestes.
  • Astronomia de raios-X: os objetos espaciais emitem raios-X, por isso este método analisa essas emissões e tenta compreender os gases presentes em corpos celestes.
  • Astronomia de raios gama: busca analisar e compreender objetos que emitem os menores comprimentos de onda magnética. Raios gama são, geralmente, originados por erupções de raios gama de objetos como pulsares, estrelas de nêutrons e possíveis buracos negros.

Os conhecimentos produzidos no ramo da astronomia ao longo dos anos promoveu o entendimento sobre perturbações gravitacionais e a possibilidade de saber onde um astro estará no céu a partir de observações simples. Isto levou a criação de subgrupos da astronomia.

Estes subgrupos são de estudos sobre a Terra até os confins do Universo. Por exemplo, a astronomia solar busca compreender o Sol e seus fenômenos, já que a estrela-mãe do Sistema Solar pode passar por períodos de mudança, que poderiam afetar o nosso planeta.

Há ainda a Ciência Planetária, que é um ramo da astronomia que estuda os planetas, aqueles no Sistema Solar ou que foram encontrados fora dele, os chamados exoplanetas.

Atualmente, mais de 3 mil planetas foram detectados orbitando outras estrelas.

Para entender as estrelas para além do Sol, foi criada a astronomia estelar, que estuda aspectos da formação e evolução das estrelas.

O aglomerado de estrelas que formam nossa galáxia, a Via Láctea, é estudado pela astronomia galática. Este ramo busca compreender a galáxia através de dados, teorias e observações tanto da própria galáxia quanto de nossas vizinhas.

A astronomia extragalática estuda a formação e evolução de galáxias para além da Via Láctea. É graças a este subgrupo da astronomia que temos passado a entender melhor o tamanho do Universo, suas galáxias e como elas se organizam.

Por fim, há a cosmologia, que estuda a formação e evolução do Universo em si.

O Universo
Na sequência: Terra > Sistema Solar > Vizinhança Estelar > Via Láctea > Grupo Local de galáxias > Superaglomerado de Virgem > Superaglomerados locais > Universo Observável.
Imagem: Andrew Z. Colvin / Wikimedia

Astronomia teórica

Os astrônomos teóricos utilizam os dados de observações astronômicas para descobrir a origem de raios cósmicos, compreender a formação e a evolução de galáxias específicas e do Universo como um todo.

Tudo isso respeitando as leis naturais e recorrendo a teorias amplamente aceitas, como a Relatividade Geral de Einstein.

Para a elaboração de teorias, os astrônomos teóricos precisam recorrer a informações captadas de observações. Estas devem cobrir uma vasta gama de espectros, possibilitando diferentes pontos de vista.

O que é astrologia?

Para a astrologia, os eventos na Terra e em escala humana estão relacionados com os movimentos de corpos celestes no céu.

É considerada hoje em dia uma pseudociência, incompatível com o método científico. No entanto, até o século XV, a astronomia e a astrologia eram indistinguíveis uma da outra.

Os astrólogos acreditam que o posicionamento dos planetas no céu no momento do nascimento de uma pessoa define não apenas aspectos de seu caráter e personalidade, mas também o seu destino.

Apesar de muitos defenderem questões científicas nesta influência, como os campos eletromagnéticos, os cientistas refutam essas afirmações. No entanto, a astrologia atualmente é vista por grande parte das pessoas como uma forma de proporcionar entendimento sobre características da personalidade humana.

Com isto, a astrologia como pseudociência se baseia em fatos científicos (como o posicionamento dos planetas perante às constelações), mas não pode ser comprovada pelo método científico.

Os signos do zodíaco
Os 12 signos do zodíaco de acordo com a astrologia

Também é vista como superstição, pois a física moderna não pode comprovar a influência entre o posicionamento dos planetas e eventos na Terra, impedindo verificar que questões humanas, de fato, resultem de tal interação espacial.

Como entender a astrologia?

Os astrólogos dividem o céu em 12 seções representadas por uma circunferência, a posição do Sol em relação a estes pontos no céu delimitados por constelações no momento do nascimento de uma pessoa define o seu signo.

No momento do nascimento, cada “seção” também é dividida em 12, em que ficam registradas as “casas”. As casas também são regidas por signos. O signo ascendente, que definiria aspectos da personalidade do indivíduo, é indicado na primeira casa.

Cada casa corresponderia a algum aspecto da vida do indivíduo.

Os planetas e signos nas casas podem se alterar dependendo da hora em que o indivíduo nasceu. Por exemplo, alguém que nasceu com o signo de Áries na casa 1 poderia ter tido Touro na mesma casa se tivesse nascido em outro horário do dia.

Os signos do Zodíaco

  • Áries: indivíduos nascidos entre 19 de março e 21 de abril.
    Os nascidos sob o signo de Áries seriam regidos pelo planeta Marte.
  • Touro: indivíduos nascidos entre 20 de abril e 20 de maio.
    Os nascidos sob o signo de Touro seriam regidos pelo planeta Vênus.
  • Gêmeos: indivíduos nascidos entre 21 de maio e 21 de junho.
    Os nascidos sob o signo de Gêmeos seriam regidos pelo planeta Mercúrio.
  • Câncer: indivíduos nascidos entre 22 de junho e 22 de julho.
    Os nascidos sob o signo de Câncer seriam regidos pela Lua.
  • Leão: indivíduos nascidos entre 23 de julho e 22 de agosto.
    Os nascidos sob o signo de Leão seriam regidos pelo Sol.
  • Virgem: indivíduos nascidos entre 23 de agosto e 22 de setembro.
    Os nascidos sob o signo de Virgem seriam regidos pelo planeta Mercúrio.
  • Libra: indivíduos nascidos entre 23 de setembro e 23 de outubro.
    Os nascidos sob o signo de Libra seriam regidos pelo planeta Vênus.
  • Escorpião: indivíduos nascidos entre 24 de outubro e 21 de novembro.
    Os nascidos sob o signo de Escorpião seriam regidos pelo planeta-anão Plutão.
  • Sagitário: indivíduos nascidos entre 22 de novembro e 21 de dezembro.
    Os nascidos sob o signo de Sagitário seriam regidos pelo planeta Júpiter.
  • Capricórnio: indivíduos nascidos entre 22 de dezembro e 19 de janeiro.
    Os nascidos sob o signo de Capricórnio seriam regidos pelo planeta Saturno.
  • Aquário: indivíduos nascidos entre 20 de janeiro e 18 de fevereiro.
    Os nascidos sob o signo de Aquário seriam regidos pelo planeta Urano.
  • Peixes: indivíduos nascidos entre 19 de fevereiro e 20 de março.
    Os nascidos sob o signo de Aquário seriam regidos pelo planeta Netuno.
Exemplo de Mapa Astral
Exemplo de um mapa astral astrológico

Todos os movimentos planetários são comprovados por observações astronômicas. Atualmente, os astrólogos utilizam dados de observação de astrônomos para elaborarem suas conclusões astrológicas. Mas esta é praticamente a única característica em comum entre astronomia e astrologia.

Astronomia x Astrologia

De acordo com a astronomia atual, até as constelações já mudaram de posição com o decorrer dos milhares de anos desde o surgimento do “estudo dos astros”.

Neste sentido, a União Astronômica Internacional definiu em 1930 que o caminho percorrido pelo Sol ao longo do ano (eclíptica) era iluminado por 13 constelações zodiacais (e não 12, como a astrologia delimita).

As 13 constelações de acordo com a astronomia são: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Serpentário, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. Apesar de Serpentário constar nos registros de constelações oficiais que iluminam a eclíptica, este é um grupo de estrelas ignorado pelos astrólogos.

Além disso, a falta de provas sobre tal influência astronômica na personalidade e eventos na Terra age contra a astrologia. Outro ponto sempre trazido à tona pelos cientistas é o fato de a maioria das previsões astrológicas serem "vagas", podendo ser aplicadas a diversas situações do cotidiano dos seres humanos.

No entanto, a visão de que a astrologia seria uma forma de autoconhecimento tem ganhado adeptos na atualidade, quando grandes religiões têm perdido o interesse de jovens, que buscam a própria espiritualidade e compreensão sobre o mundo.

Veja também a diferença entre: